Blue Eyes

Blue Eyes

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Um jogo sedutor...

Que se tornou real quando uma mão te tapou delicadamente os olhos e uma boca te beijou o pescoço..
Lançaste a cabeça para trás, rendeste-te totalmente ao meu apetite carnal... O  teu sexo estava em chamas... Ele é tão belo, tão liso, tão suave... sentiste a minha boca a invadir a tua intimidade da forma mais ardente e a minha língua a percorrer todos os recantos deste teu vulcão em lava prestes a entrar numa erupção incontrolável...
Eu queria queimar-me e ficar em chamas contigo...
Em breve se transformaria em cascata para lubrificar o outro recanto de prazer que pacientemente esperava por mim... envolveste as tuas pernas na minha cabeça, impedindo-me de sair daquela posição... nem eu queria, pois estava desejoso de te sentir rebentar na minha boca, dando-me de beber do teu néctar e acalmando a minha sede...
Estavas entregue ao prazer e não demoraste muito a vir-te... ao sentires uma das minhas mãos a atiçar os teus mamilos e a outra a arreganhar levemente o monte de vénus para a língua poder beijar e mordiscar melhor o clítoris, arqueaste as costas e explodiste descontroladamente, encharcando-me a boca da maneira mais intensa que alguma vez sentira...
As golfadas de prazer sumarento deslizavam pela minha boca, pelo queixo, o som era indescritivelmente intenso, numa mistura dos teus gemidos, do teu arfar, das tuas mãos a bater contra a cama e a arrepanhar os lençóis, das minhas tentativas de recuperar a respiração, da minha boca e lábios a tentarem beber todo o teu prazer mais íntimo... Subi lentamente na direcção da boca, rocei ao de leve o meu queixo nos teus mamilos e deixei que me chupasses e lambesses o queixo, provando tu o teu próprio sabor frutado...
Seguiu-se um beijo tão profundo e intenso, ávido, ofegante, cada um a agradecer ao outro, pelo prazer que vivemos e antecipar o que ainda aí vinha.
Foi então que involuntariamente te penetrei, assim, de repente, tão juntos que estávamos, o meu sexo beijou também o teu, inchado e encharcado de lubrificação.
Logo ali o nosso beijo acabou, e sem dizer nada empurraste-me para trás, deixando-me de joelhos na cama...
Aproximaste e senti a ponta da tua língua a deslizar mas sem pressa de lá chegar... 
Abraçaste-me, senti os teus seios bem encostados a mim, a tua boca a beijar-me as costas e as tuas mãos a passarem-me na barriga e no peito liso, desceste um pouco mais as mãos até ao sexo bem duro... Percorreste com a língua toda a cabeça inchada e carnuda, todas as veias salientes, como se estivessem prestes a rebentar, todo o comprimento do meu sexo latejante e cheio do teu próprio néctar... a involuntária penetração foi muito curta, mas suficiente para me deixar o sexo com o teu sabor, a tresandar a desejo ardente e lubrificado como nunca... e foi assim, dessa maneira lenta e intensa, que me provaste e conheceste oralmente, primeiro com a língua, depois com os lábios, depois com tudo... e tudo chupaste, e tudo lambeste.
controlo era todo teu, eu limitava-me a apreciar e a viajar pelo mundo das sensações... a tua língua conheceu também cada contorno dos meus testículos, que com o tesão estavam grandes, pesados, cheios, imensamente sensíveis a cada toque... perdi noção do tempo, demoraste-te o suficiente para me deixares à beira da loucura, pois só me apetecia perder as estribeiras, agarrar-te e violar-te selvaticamente...
Tive de me controlar e apenas apreciar, puseste-te de tal maneira na minha pele que paraste precisamente quando a primeira gotinha de sémen espreitou, prestes a ser empurrada por vários jactos quentes e espessos... ficou ali a gotinha e tu, com arte e sabedoria, provavelmente a olhar-me nos olhos, pois sabias-me a olhar para ti, absorveste-a com a língua e levaste-a para dentro da tua boca para a saboreares, como quem prova um vinho de excelência antes de beber o resto... e assim, em pré-êxtase, como que hipnotizado, deixei que me conduzisses para que me deitasse por cima de ti, e me segurasses novamente o rosto com as mãos... eu fiz o mesmo com o teu e, de lábios juntos e pele com pele, disseste-me:
- Agora sim, quero sentir-te centímetro a centímetro...
Penetrei-te lentamente no meu íntimo... sempre neste encosto facial, arfando ambos de desejo, entrei em ti muito lentamente, sem precisar de olhar, de tocar, de guiar o meu sexo em direcção ao teu... apenas me encostei e deu-se o deslize mais escaldante que alguma vez tinha sentido... primeiro a cabeça, bem rosada e macia, depois todo o membro, lentamente, à medida que sentia a tua rendição...

Tinha-te penetrado totalmente, sinto os teus músculos vaginais a abocanhar-me mais e mais, como se me quisesses engolir por inteiro...
Estava a tocar-te bem fundo nas entranhas das tuas profundezas mais íntimas... e assim, nesta entrega total, começou a nossa dança, que se prolongou por uma noite que pareceu infinita...
Os nossos corpos contorciam-se um contra o outro, contra a cama, contra a almofada, contra os lençóis, senti-te por várias vezes a tremer, devido à multiplicidade de orgasmos que foste tendo, explodias de prazer e ao mesmo tempo mordias-me o pescoço, as orelhas, os lábios, cravavas-me as unhas, os dedos por inteiro, no peito, nas costas,  gemias e imploravas por mais e eu cada vez queria entrar mais fundo.
O suor instalou-se e lubrificou-nos ainda mais, eu não parava de atiçar os teus mamilos que quase rebentavam de excitação. Mudamos de posição diversas vezes, umas vezes rendias-te e oferecias-te toda a mim, outras vezes seguravas tu as rédeas e cavalgavas livremente.
Numa dessas vezes, como tão sabiamente fazes, seguraste-me no sexo e abocanhaste-o de uma só vez, deixando-o ainda mais molhado do que já estava. Sentaste-te e penetras-te, estavas igualmente quente, igualmente lubrificada...
Foi até ao fundo, engoliste-me de igual forma, soltando gemidos e tremores de prazer...
Estava inteiramente dentro de ti,  mas adivinhaste o exacto momento em que estava prestes a explodir... e, rápida como um relâmpago, saíste de cima de mim e, semi-deitada, abocanhaste-me o sexo, recebendo de imediato a enorme explosão que me fez gritar de prazer...
Gemeste de satisfação ao sentires o céu da boca fustigado por jactos potentes e espessos, uma mão estimulava os testículos, como que a fazer com que deitassem tudo até à última gota.
O prazer era tanto, com a tua língua a abraçar toda a cabeça, que me senti à beira de desmaiar...
Ouvia os teus gemidos de satisfação... nada sobrou, nada ficou, deixaste-me seco e ainda erecto... e, insaciável, voltaste a sentar-te em mim, desta vez cavalgando de forma selvagem, pois sabias que, com o enorme jorro que saiu de mim, não iria aguentar-me duro por muito mais tempo...
Agarrei-te com firmeza e aumentei a força das estocadas, fazendo com que os testículos batessem com força contra a tua zona intermédia... fiz-te a vontade, possuí-te como desejavas, senti-te à beira da loucura...
Então passei de cavalgado a montador, agarrei-te, virei-te quase do avesso, deitei-te de costas e acelerei as estocadas, fazendo-te vibrar cada vez mais, sentia todo o teu corpo a tremer, tu imploravas por mais, sempre mais, e durante aquele curto espaço de tempo entregámo-nos, deixámos o erotismo de parte, transformámo-nos, virámo-nos do avesso, fodemos, fodemos, fodemos sem parar...
E  de repente soltaste um gemido imensamente profundo, nem parecias tu, voz mais grave e cavernosa, dentes cerrados, começaste a tremer como nunca te tinha sentido tremer e o teu corpo soluçou, rebentaste-te comigo bem dentro de ti

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