Blue Eyes

Blue Eyes

terça-feira, 31 de março de 2015

Recebeste-me

Aproximei-me de ti, peguei nas tuas mãos e elevei-as bem alto, uma de cada lado da porta que tinhas acabado de fechar.
Todo o teu corpo dizia que sim.
As tuas pernas encostadas em mim.
Beijei suavemente, perfumada...
A minha língua passeava no teu pescoço, de um lado para o outro, enquanto sentia a tua boca entreabrir-se e os teus olhos que se fechavam ao teu sentir.
Deixei-te as mãos lá em cima.
Virei a tua boca para mim e as nossas línguas cruzaram-se numa volúpia maravilhosa, a minha língua saiu da tua boca e continuou, molhando a tua face cheia de prazer.
As minhas mãos deslizaram até às tuas ancas.
Abriste um pouco as tuas pernas...
As minhas mãos não pararam, desceram, nas tuas pernas ligeiramente abertas, ali, junto do exterior dos teus joelhos.
Subi-as e com elas, as minhas mãos, ia trazendo o teu vestido, devagarinho.
Ajoelhei-me atrás de ti e continuei a subir o teu vestido com as minhas mãos mas elevando-as para o interior do teu corpo até encontrar a curva belíssima das tuas nádegas.
Os meus olhos iam descobrindo, tão lentamente como podiam, o formato das tuas pernas até que o teu vestido já estava na tua cintura.
O teu rabo, lindo, tinha as curvas perfeitas para poderem receber os meus lábios e a minha língua.
Sentias a minha boca aberta, respirando-te enquanto as minhas mãos, ainda segurando o vestido, deslizavam para o teu ventre, uma de cada lado, tão simétricas que pareciam ter vida própria.
Abrias cada vez mais as tuas pernas, tal o prazer que sentias.
Os meus dedos, dois ou três de cada lado chegavam, calmamente, ao teu sexo, molhado, ofegante, quase perdido do mundo.
As tuas pernas abriram-se mais e a minha língua, afoita atrás de ti, procurava agora cumprimentar os meus dedos que já te tocavam á muito.
Demorei o tempo que tu podias suportar para promover o encontro da minha boca com os meus dedos, bem na entrada do teu sexo, ofegante e molhado. Deixei que o vestido caísse e fiquei dentro dele, beijando o teu sexo, o teu rabo, as tuas nádegas quentes.
As minhas mãos, agora perdidas nas tuas nádegas, abriam as tuas pernas ainda mais e podia, agora sim, beijar onde os meus dedos estiveram.
E beijei, molhei os meus lábios de ti, uma e outra vez até que, por vezes, tu já nem sequer sabias onde estava a minha boca, a minha língua, os meus dedos. Gemias, louca, perdida num prazer.
De língua feliz mas exausta, obriguei as minhas mãos a abrirem o teu vestido e a subirem rapidamente até aos teus seios, duros, mamilos rijos, quentes, muito quentes.
Com as minhas mãos, também o meu corpo subiu e pudeste sentir, nas tuas nádegas ainda molhadas da minha língua, o meu sexo, excitado, duro, penetrante, revelador do prazer que me estavas a dar.
As tuas mãos atrevidas, ganharam vida e foram de encontro ao meu sexo, rapidamente senti os teus dedos a libertar o meu prazer das calças.
Deliciado, deixei-te descobrir enquanto suavemente te ia apertando os seios, um e outro, um contra o outro, uma e outra vez, enquanto sussurrava ao teu ouvido palavras soltas, cheias de excitação e prazer.
As minhas calças caíram e os meus boxers já estavam molhados do que tinha sentido até aí.
O meu sexo era agora rodeado por uma das tuas mãos, que o violentava. Excitada, puxavas-me para ti para que o sentisses no teu rabinho lindo e movimentavas-te para que ele te tocasse suavemente a pele para cima e para baixo, entre as tuas nádegas.
As tuas mãos rapidamente entraram nos meus boxers e abraçaram o meu sexo, de uma forma violenta.
Sentiste, na ponta dos teus dedos, o quanto molhado estava.
Sentiste neles o meu líquido de prazer e senti que escorria cada vez mais para ti, por ti, por causa de nós.
Cadenciadamente, tocavas-me, devagar, sentindo cada segundo de mim, cada centímetro de mim.
Compassadamente encostavas-me a ti.
As minhas mãos, essas, continuavam perdidas nos teus seios, os meus lábios perdidos na tua nuca.
O instinto que nos guiava deixou o meu sexo bem junto do teu.
Deliravas de prazer quando colocavas a tua mão defronte do teu sexo e te movimentavas, para a frente e para trás, até que o meu sexo tocava os dedos da tua mão, à porta de ti.
Sabia que estava prestes a entrar dentro de ti mas eu não o queria fazer assim. Queria ver-te, quando entrasse dentro de ti.
Afastei-me...
Virei o teu corpo para mim, encostei as tuas costas na porta.
Já nada escondia de ti.
Tirei as minhas calças e os meus boxers e delicadamente encostei o meu sexo no teu ventre para que o sentisses molhado.
As minhas mãos desceram ao teu sexo e os meus dedos, ainda mais delicadamente, abriram os teus lábios molhados para que pudessem eles também sentir o prazer que há muito escorria de ti.
Deixei que os meus dedos escorregassem para dentro de ti e a tua mão, caprichosa, envolvia o meu sexo, tocando-me ora devagar ora mais depressa.
Fomos um movimento único.
A tua mão no meu sexo, os meus dedos no teu.
Aí, dentro de ti, sentia que os meus dedos se perdiam nesse vulcão de lava transparente, que se contorcia a todo o momento, prestes a explodir.
Ficámos uns vinte minutos nesta placidez quase intemporal, sentindo o sexo um do outro.
Atrevida, trazias o meu sexo até ao teu e por ali ficavas, em longos mas secretos toques.
Ambos sentíamos que necessitávamos de nos preencher mas tu ainda querias mais sentir, sentir mais prazer.
O meu sexo, estava quente.
Senti uma chama quase infernal quando os teus lábios o beijaram.
A tua língua, essa sim, foi sentida quase que como se fosse uma extensão dos teus dedos, a percorrer o meu sexo, uma e outra vez, em baixo, em cima, nele mesmo.
O meu sexo entrava vagarosamente na tua boca, procurava o refúgio dentro de ti e enquanto lá estava, a tua língua não parava, nunca, como se tal fosse necessário para poderes sobreviver.
Tão bom sentir o quente da tua boca...
Sentias cada vez mais fundo, a preencher a tua boca.
Não sei quanto tempo ali estiveste.
Perdi-me nos minutos incontáveis...
Precisava de estar dentro de ti...
Precisava que o meu sexo e o teu parassem de se procurar, que se fundissem.
Levantei-te...
Queria-te sentir.
Ajoelhei-me, abri as tuas pernas, abri o teu sexo e a minha língua trouxe o que gotejava de ti .... o teu sabor deliciosos... Adoro o teu néctar.
Peguei na tua mão e coloquei-a no meu sexo e pedi-te, que o levasses para dentro de ti.
Ao ouvires estas palavras, senti-te arrepiar, senti que quase que explodias...
O meu sexo tocava agora no teu.
Entrei sem respirar, a tua mão ia ficando para trás enquanto eu desaparecia dentro de ti, que me recebia molhado, apaixonado.
Ouvia-te dizer que me amavas, que me querias, que me querias em ti, dentro de ti.
Perdia-me dentro de ti...
Estás quente como eu, molhada como eu, apertas-me dentro de ti.
Passei a minha língua nos teus lábios, um e depois no outro.
Entrava e saía de dentro de ti, num ritmo alucinante.
A tua perna esquerda empurrava o meu corpo para dentro de ti e a cada vez que em ti entrava, parecia que ia mais longe, mais fundo, mais perto da tua essência.
Senti que estavas perto do orgasmo.
Olhaste nos meus olhos e disseste: 
- Vem-te comigo.
Pedi-te apenas que gritasses.
Explodimos os dois.
O meu prazer e o teu juntos, ofegantes, misturando-se nas paredes escaldantes do interior do teu sexo.
O meu orgasmo nunca mais terminava e a cada espasmo de prazer, sentias-me de novo, como se fosse a primeira vez.
Momento próprio de dois amantes que se amam...
O teu orgasmo e o meu orgasmo como se de um único orgasmo se tratasse.

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